Meio Ambiente

Já ouviu falar sobre ecologia industrial?

Logo no início do século XXI, o mundo passou a testemunhar transformações irreversíveis. Sejam elas na forma como as pessoas se conectam, sejam no modo com o qual conceitos antes intocáveis foram reinventados. Também ocorreram atualizações para melhor fazerem frente aos desafios dos novos tempos, como é o caso da ecologia industrial.

A um século atrás, era inimaginável considerar que a força industrial poderia ser amiga do meio ambiente. Hoje, isso não só é possível, como também representa aquilo que se espera da indústria. E é independentemente do seu ramo de atuação e de sua localização global.

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O que é a ecologia industrial?

O conceito de ecologia industrial surgiu a partir da necessidade de se observar e entender os processos industriais. Este entendimento é na sua totalidade, considerando os aspectos diretos e indiretos da produção em larga escala de qualquer que seja o produto.

Assim, a ecologia industrial pode ser entendida como o fruto de uma visão macroindustrial. Onde a atividade industrial é analisada, desenvolvida e aperfeiçoada a partir de seus impactos locais, globais e ambientais para além da mera visão produtiva.

Dessa forma, dentro de uma visão de ecologia industrial, as empresas assumem a responsabilidade pelos recursos naturais e pelos impactos ambientais de suas atividades produtivas. Isso as força a buscar continuamente meios sustentáveis e não predatórios de produção. Contribuindo assim para a preservação e recuperação de recursos naturais e melhoria da qualidade de vida da população local.

Ecologia industrial e sustentabilidade ambiental

Tamanho esforço é válido haja vista os desafios ecológicos urgentes que se apresentam. Como a finitude de recursos naturais diversos, o aquecimento global, o aumento da desigualdade social e a perda cada vez maior e irrecuperável da fauna e flora de áreas em todo o planeta.

Para melhor ilustrar as pretensões da ecologia industrial, segue abaixo os quatro objetivos. Eles foram elaborados no ano de 2000 pelas Nações Unidas para que a sustentabilidade ambiental fosse melhorada ou garantida neste século para todo o planeta:

  1. Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais;
  2. Diminuir de forma significativa a perda da biodiversidade;
  3. Reduzir para metade a proporção de população sem acesso a água potável e saneamento básico;
  4. Alcançar, até 2020, uma melhoria significativa em pelo menos cem milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza;

A busca por sustentabilidade é uma tendência irrefreável

Tendo sido esclarecido sobre o que se trata a ecologia industrial, fica evidente que a sua adoção por empresas dos mais distintos segmentos faz parte de um movimento irrefreável. Isso significa que a adoção de modelos sustentáveis não representa uma tendência, mas, sim, um novo paradigma em termos de atividade industrial.

Tal afirmação baseia-se nas oportunidades que surgem a partir do consenso global. Assim que a sustentabilidade passa a ser vista como um pré-requisito para que empresas realizem negócios.

Cada vez mais as métricas ecológicas, selos de qualidade e reconhecimento de agências de monitoramento são importantes. Eles servem para viabilizar negócios entre empresas que compartilham a mesma visão socioambiental.

Em outras palavras, o respeito ao meio ambiente e a qualificação ambiental de uma empresa passam a serem vistos como uma condição mínima para o desenvolvimento de parcerias comerciais.

Adicionalmente, os consumidores finais também têm se conscientizado da importância de seu papel nessa mudança de visão. Tornando-se mais um fator no sentido de pressionar as empresas e indústrias a se enquadrarem em sólidos e honestos parâmetros ecologicamente adequados.

Essa mudança liderada pelos consumidores pode ser vista mais claramente na indústria alimentícia e cosmética. Porém, está presente de forma geral em todos os segmentos comerciais.

Como construir um modelo industrial ecologicamente sustentável

Como toda mudança significativa, a implementação de um modelo de produção ecologicamente sustentável em fábricas e indústrias é um projeto de médio a longo prazos. Haja vista a tamanha profundidade e seriedade com que o assunto deve ser tratado.

Há, obviamente, questões particulares para cada empresa, assim como características pertinentes a cada tipo de atividade industrial. Contudo, de um modo geral, é preciso contar com a ajuda de profissionais especializados e empresas que atuem como consultorias para essas mudanças.

Nesse sentido, especialistas em meio ambiente, como é o caso dos engenheiros e técnicos ambientais, são alguns dos profissionais que, de fato, contribuem para o mapeamento. Eles podem identificar e contingenciar os riscos em potencial ao meio ambiente.

O exemplo mais comum deste tipo de análise leva em conta os perigos inerentes ao transporte e manuseio de produtos químicos. Afinal, em caso de derramamento, vazamento ou acidente, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático. Isso sem dúvidas cria um desastre ambiental imensurável.

Identificar esses riscos, preparando estrategicamente locais para retenção destes produtos, como diques e bacias de retenção, é uma ação básica dentro daquilo que se é esperado em ecologia industrial. Pode-se considerar o primeiro passo para a construção de uma relação harmoniosa entre uma empresa e o seu ambiente.

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