Armazenamento, Meio Ambiente, Segurança do Trabalho, Setor Marítimo

VAZAMENTO DE PRODUTO QUÍMICO EM NAVIO – O QUE PODEMOS APRENDER COM ISSO?

No dia nove de julho, ocorreu um acidente de vazamento de produto químico em um navio atracado no Porto de Paranaguá, Paraná. O produto vazou de um contêiner que estava em seu porão. Felizmente, não atingiu a baía nem houve feridos, e a situação foi controlada imediatamente, de acordo com o Terminal de Contêineres do Paranaguá (TCP).

O produto era a terebentina, líquido inflamável e irritante à pele, olhos, garganta e nariz, além de causar dificuldade respiratória. Os bombeiros que trabalhavam no local relataram que o acesso ao porão era dificultoso, havendo necessidade de equipamentos adequados para adentrá-lo.

Esse acidente levantou novamente o debate sobre estratégias para evitar casos de vazamento de produto químico em navios no país, ainda mais pelas últimas ocorrências, como problemas com óleo no litoral nordestino. 

Por isso, vamos abordar as possíveis soluções para evitar acidentes parecidos,  e saber como o setor naval, tanto quanto a sociedade em geral podem colaborar para a fiscalização.

Segurança como medida para vazamento de produto químico em navio

A principal medida é um planejamento eficaz na segurança durante o transporte de cargas perigosas. Um acidente de vazamento de produto químico em navio gera consequências negativas em diversos sentidos para:

  • Os trabalhadores, que terão a saúde e a capacidade física afetadas; 
  • O meio ambiente, com a degradação das águas e da vida marinha; 
  • A empresa, que terá de arcar com multas altas, processos trabalhistas e ambientais, além de ter seus trabalhos paralisados, sem mencionar a reposição de toda estrutura danificada (navios, contêineres e outros);

Para realizar um planejamento rigoroso para esse tipo de transporte, é fundamental conhecer os principais perigos que levam ao vazamento de produto químico em navio, a fim de se antecipar com medidas capazes de evitá-lo.

Aqui estão alguns motivos perigos reais para que acidentes com a carga ocorram:

  • Não identificar falhas no processo de estufagem;
  • Embarcá-las sem verificação física prévia do peso;
  • Armazená-la no pátio ao ar livre, exposta ao sol;
  • Classificar, rotular ou declarar incorretamente seus dados (material transportado, cuidados específicos, peso);
  • Transportá-la próxima a materiais altamente inflamáveis e reativos;

Traçar todo o processo de logística, desde a entrega do material para armazenamento dos contêineres no terminal de carga até seu posterior embarque e desembarque no destino, prever possível sucessão de erros e, em último caso, esclarecer onde e como aconteceu a falha, bem como seu responsável.

Estratégias para impedir falhas na logística de cargas

Foram constatados que, em diversas ocorrências, os acidentes em navios foram ocasionados por negligência, seja no armazenamento ou na operação dos contêineres. Manter especificadas todas as medidas de segurança é primordial para reduzir impactos ou até mesmo eliminá-los.

Entre as principais medidas estão:

  • Sinalização correta fixada em local visível com painel de segurança informando o código ONU e o número de risco;
  • Controle da temperatura (tanto do contêiner quanto da carga);
  • Armazenamento em área de segregação conforme sua classificação de risco e periculosidade;
  • Contenção dos contêineres com bacias antivazamento e antiderramamento;

O trabalho para resgate em acidentes em alto mar é dificultado por vários motivos, tanto pelo próprio fato em si (incêndio ou caso de explosão), e até mesmo por causas naturais (movimento das águas e direção do vento). 

Desse modo, é primordial reforçar o planejamento e o investimento em segurança para facilitar o trabalho em casos de vazamento de produto químico em navios.

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